segunda-feira, 28 de março de 2016

TREINAMENTO A LONGO PRAZO...


Depois de muito tempo procurando algum livro que tratasse especificamente de treinamento na juventude, me chegou às mãos "Esporte Infantojuvenil - Treinamento a Longo Prazo e Talento Esportivo", da Profa. Maria Tereza Silveira Böhme - editora Phorte.
Comecei a leitura hoje a aproveitei para fazer duas coisas que eu precisava há muito, estudar e retomar o blog.
Este artigo não é, nem de perto, uma crítica ao livro, até porque como disse, comecei a ler hoje. Mas indagações baseadas em suas informações e na sua leitura. Coisas para discussão.
Logo de cara, o livro trata de questões ligadas ao treinamento a longo prazo (TLP), falando da iniciação esportiva dos jovens e do seu desenvolvimento.
Este desenvolvimento depende de toda a vida que o jovem teve até chegar às suas mãos, desde aonde ele nasceu, que influências teve tanto do meio ambiente quanto da família, que atividades fez, etc.
Como começar a ''moldar'' este jovem para o treinamento quando ele e outros chegam às suas mãos, vindos de lugares e vivências diferentes e tendo que se adaptar às regras e particularidades do seu esporte?
Como é feito, nós sabemos. Colocamos todos no mesmo nível, ou aproximado e começamos a treinar. Mas será que este tipo de ação fará com que este jovem chegue ao seu máximo? Será que é possível uma forma diferente? Até que ponto podemos usar um esporte específico para desenvolver qualidades que o jovem nunca teve?
A literatura nos diz que é importante a individualidade, mas na prática, isto é possível? Como fazer?
Nesta retomada do blog, vamos tentar conversar sobre estes e outros questionamentos. Pois na prática, a teoria às vezes é outra. Ou não?

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Gasto energético na natação...

Muitas das idéias que temos hoje em dia sobre treinamento na natação, vêm do atletismo e, não é raro compararmos provas da natação com as realizadas na pista, não com a mesma metragem, mas com o mesmo tempo de realização.
Porém, não é preciso ser nenhum gênio para saber que os meios não são iguais, ou seja, há muito mais resistência num deslocamento na água, do que no ar. A densidade da água é aproximadamente 800 vezes maior que a do ar (998,2 versus 1,205 kg/m a 20°C e 70 mmHg). 
Por isso, uma das melhores maneiras, senão a melhor, de se deslocar com mais velocidade no meio aquático é diminuindo-se o arrasto (já falamos sobre os tipos de arrasto aqui no blog), ou seja, melhorando a técnica do nadador.
Além da maior densidade da água, outro problema encontrado pelos atletas para se deslocarem no meio líquido é a grande quantidade de energia transferida para a água durante a realização do movimento. Diferentemente das atividades terrestres, em que o impulso é realizado contra a terra, que não pode ser acelerada, durante a natação, a propulsão é feita contra a água, a qual pode sofrer aceleração. Isto faz com que parte da energia é utilizada para movimentar a água para trás em vez de impulsionar o nadador para a frente. Estes fatores fazem da natação uma atividade que gera elevado custo energético de deslocamento e velocidades máximas bem reduzidas.
Por isso, a habilidade do nado é um dos fatores mais importantes do rendimento, já que permite uma considerável diminuição da resistência e um aumento da velocidade de propulsão.
Vejo, em muitos lugares, um excesso de preocupação nos trabalhos metabólicos e nos volumes de treinamento, mas pouco tempo dedicado à melhoria técnica, principalmente nas categorias de base. Podemos e devemos inverter esta curva, se queremos formar nadadores mais velozes.
Até mais.
Fonte de consulta para este artigo: Aspectos Fisiológicos e Técnicos da Natação - Camila Coelho Greco - editora Guanabara Koogan.

terça-feira, 18 de junho de 2013

Tríade da Mulher Atleta...



Acredito que todos saibam que estou fazendo um curso, chamado Academia Brasileira de Treinadores, de responsabilidade do COB.
Pois é, como informação é para ser compartilhada, resolvi escrever sobre um dos temas que foram apresentados no curso – A TRÍADE DA MULHER ATLETA.
Falarei sobre o assunto em algumas postagens, para que não fique muito cansativo, portanto, esta é a primeira postagem sobre o assunto.
Muito bem, não é novidade para ninguém que a maioria das mulheres não gosta de menstruar, concordo que não deve ser nada agradável, principalmente para a mulher atleta.
No esporte, não é incomum que algumas atletas cessem sua menstruação – processo conhecido como amenorréia – por influência de alguns fatores, como má alimentação e intensidade do treinamento, por exemplo. Porém, isto pode ser a indicação para um distúrbio conhecido como Tríade da Mulher Atleta, que apesar do nome, não acontece somente com atletas – pode acometer qualquer mulher.
Até 2007, a Tríade era definida pelos seguintes sintomas: 1- distúrbio alimentar, 2- amenorréia e 3- osteoporose.
A partir de 2007, com o objetivo de antecipar o diagnóstico da Tríade, ficaram definidos os seguintes parâmetros:
- disponibilidade energética negativa (falta de suprimentos para o treinamento)
- desordens menstruais
- alteração da densidade mineral óssea.
O organismo humano, falando um pouco especificamente das atletas, precisa de energia para o metabolismo basal (manutenção da vida), produção hormonal e desempenho esportivo.
Geralmente a tríade é deflagrada por uma alimentação de baixa qualidade, que não supre as necessidades do organismo para o dia-a-dia e para o treinamento. Isto desequilibra a produção hormonal, diminui o desempenho, causa osteoporose e pode evoluir até a morte!

(continua)

terça-feira, 21 de maio de 2013

Até que enfim!


Depois da ultima competição considerada seletiva para os Mundiais Junior e Absoluto, a CBDA reuniu em Curitiba, os atletas convocados e seus técnicos, para uma clinica de natação.
Como falei na reunião de encerramento, depois de muito tempo sonhando e cobrando, consegui ver uma ação da CBDA aonde ela tem que agir, na organização da natação brasileira.
No encontro dos técnicos, comandados pelos Prof. Albertinho e Vanzella, tivemos varias discussões muito pertinentes para a natação brasileira e tomamos conhecimento de muitas ações que estão sendo planejadas e executadas pela CBDA. Não só para mim, como para outros técnicos, foi uma "luz no fim do túnel" e um sopro de esperança e motivação para continuarmos a fazer e a trabalhar aonde amamos - na natação.
Parabéns à CBDA pela iniciativa. Torço para que mais ações como estas e de outras natureza, sejam tomadas para a melhoria e evolução da natação do Brasil.

quinta-feira, 9 de maio de 2013

Curso de natacao com Prof. Rogerio "Mixirica" Nocentini

Os professores do Guarani, Hydro Center, Estação Fit e Elo se juntaram e me chamaram para um curso de natação que foi realizado no dia 01 de maio na piscina do Guarani, em Campinas.
Algumas fotos do encontro.
Agradeço a todos pela oportunidade e pela troca de experiências.

quarta-feira, 8 de maio de 2013

Falando sobre Tecnica de nado...



Um das formas mais utilizadas para a correção dos estilos, são os chamados EDUCATIVOS ou CORRETIVOS.
Existem mil educativos no mercado e vários são usados todos os dias. Na minha opinião, poucos realmente funcionam.
O que precisamos saber sobre os educativos?
1 - O que queremos corrigir?
Nao adianta um educativo de perna para corrigir um problema no braço. Parece obvio, mas dar o educativo por dar, apenas para dizer que esta trabalhando tecnicamente só faz você e seu atleta perderem tempo.
2 - Qual o educativo mais adequado?
Temos educativos mais simples e mais complexos. Será que seu aluno/atleta esta preparado para fazer determinado educativo?
3 - Qual a intensidade adequada dos corretivos?
Muitos acham que para se corrigir algo nos estilos, deve-se nadar de forma lenta. Isto não é inteiramente verdade. Claro que é importante que o atleta faca alguns movimentos, principalmente no começo, de forma mais lenta e gradual, mas podemos e devemos fazer educativos de forma mais intensa, sim, afinal de contas, queremos corrigir o aluno para que ele nade mais rápido e nem sempre a tecnica executada de forma mais intensa será igual à executada de forma lenta. Portanto a variação de intensidade também é muito importante.
4 - Educativos devem ser pensados enquanto são realizados.
Um educativo mal executado, além de não corrigir, pode piorar o estilo, se transformando num DESeducativo (expressão do Coach Alex Pussieldi).
Esta matéria foi sugerida apelo Prof. Mirco Cevales, do Grêmio Náutico União.
Ate mais.

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Questionamentos ...

Acredito na tecnica, quando se fala em performance na natação. Venho conversando com outros técnicos, melhores do que eu e parece que todos compartilham a mesma idéia. Porém, olhando as competições dos menores, me parece que isto não tem sido levado tão a serio nas categorias de base.
Sempre nós técnicos, demos como treinamento algumas ou todas as coisas que fazíamos quando atletas. Muitos técnicos, olham os treinos das categorias de cima e aplicam nas categorias de base, achando que terão resultados - e terão. Mas por quanto tempo?
Tenho visto muita gente nadando mal, porém nadando rápido. Será que é este o caminho? Com quantos anos um atleta esta preparado para suportar cargas de treino elevadas? Será que o treino que dou para uma turma de 30 nadadores pode ser o mesmo treino que dou para um grupo restrito, de elite?
O treino aeróbio, que vem perdendo espaço nos atletas mais velhos pode ser retirado dos mais jovens?
Agora que estou buscando novos rumos para meus treinos, venho me perguntando e questionando muito outros técnicos com relação a isto e acho que deveríamos falar mais sobre estas coisas.